Eu sou suspeita para falar da Mafalda, personagem comic book argentina, mas dessa vez nem é dela que eu vou falar. Não é porque eu a ame menos, pelo contrário. Para mim ela é a melhor e mais inteligente garota desse mundo!
Mas garotas inteligentes gostam também de moda, e gostam da moda boa. Aquela que não necessariamente está na moda, mas que diz algo sobre elas mesmas. Não é?
Moda é onde eu gosto de escrever meus pensamentos e exibi-los, mesmo porque sou tímida demais para gritá-los! É onde eu crio, eu me identifico e gero identificação.
Nessa linha bem sagaz, não poderia ter outro nome essa lojinha MASTER LEGAL no Brooklyn, em NY. A descoberta dessa loja não aconteceu para mim do modo romântico que eu adoro, que é dar de cara na rua, sem esperar, e de repente chamar de minha, só minha, toda minha! :)
Não, foi através de um site que eu gosto, que chama Refinery 29, aliás dica quente essa hein. Eles estão inclusive com um sistema de compras de desconto exclusivas para a Mafalda.
Bom, agora vamos ao que eu estava falando do estilo que diz quem você é. Independente de estação!
É seu estilo também? Vai lá dar uma olhada: Mafalda, 360 Atlantic Avenue, Brooklyn, NY
Se estiver passeando pela cidade, vale a pena a visita.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
méliés e o ilusionismo que falta ao mundo
Está em cartaz no MIS de São Paulo a exposição do gênio do ilusionismo que deu asas aos sonhos no Cinema da primeira década do século passado.
Georges Méliés é hoje considerado um dos pais dos efeitos especiais no cinema de película.
Através de inúmeras técnicas que misturavam conceitos de ilusionismo, fotografia e iluminação de set (ele era chamado de Cinemagician), impressionava as platéias em 1902 quando foi exibido Le Voyage dans la Lune (A viagem à Lua), um filme estranho, surrealista e fantástico, à la Jules Verne.
Para aproximar um pouco mais do nosso passado próximo, vale lembrar o videoclip do Smashing Pumpkins, Tonight Tonight, que é amplamente inspirado nas obras de Méliés e repleto de referências ao estilo da cine-mágica.
No filme A Invenção de Hugo Cabret, do Scorcese, além de emocionar-se com uma ode ao cinema e sua linguagem de sonhos, o espectador entende um pouco mais do que foi a primeira experiência do público com o cinema, e o quanto Méliés transformou a imagem em algo dimensional, experimental e surrealista, usando técnicas que hoje soam ingênuas e que beiram o circense.
Foi de fato em um Circo onde os irmãos Lumière exibiram a primeira imagem em película, que era a de um trem chegando a estação, em 1895. A invenção da câmera de filmagem parecia sem futuro naqueles dias, e eles não quiseram vendê-la quando Méliés, impressionado com as possibilidades que se abriam para o mundo da mágica, quis comprar o equipamento deles.
Vendo a exposição você pode entender o que aconteceu a Méliés e sua trajetória até um momento decadente onde suas técnicas já não entretiam mais o público, que queria algo além de sua linguagem naïf.
E, pensando nestes tempos de desespero em voltar ao que já perdemos, em voltar a ter emoções de verdade, em tempos de ser blasé, de ser hipster e achar que tudo "já perdeu a graça", eu chorei muito, chorei aos baldes, vendo o filme do Hugo e a história deste homem que foi execrado por ser apaixonado pela magia.
E eu pensei que muito antes da minha geração, muito antes da geração dos meus avós, as pessoas sempre fizeram cara feia pro que já foi, pro que já passou, pro que já se perdeu.
Nostalgia sempre existiu e sempre vai existir, mas há algo que é muito valioso e que as pessoas perdem a cada dia: a permissão de se emocionar.
É nesse momento saudoso e naïf que eu peço ao mundo que volte a ser ilusionista.
Georges Méliés é hoje considerado um dos pais dos efeitos especiais no cinema de película.
Através de inúmeras técnicas que misturavam conceitos de ilusionismo, fotografia e iluminação de set (ele era chamado de Cinemagician), impressionava as platéias em 1902 quando foi exibido Le Voyage dans la Lune (A viagem à Lua), um filme estranho, surrealista e fantástico, à la Jules Verne.
Para aproximar um pouco mais do nosso passado próximo, vale lembrar o videoclip do Smashing Pumpkins, Tonight Tonight, que é amplamente inspirado nas obras de Méliés e repleto de referências ao estilo da cine-mágica.
No filme A Invenção de Hugo Cabret, do Scorcese, além de emocionar-se com uma ode ao cinema e sua linguagem de sonhos, o espectador entende um pouco mais do que foi a primeira experiência do público com o cinema, e o quanto Méliés transformou a imagem em algo dimensional, experimental e surrealista, usando técnicas que hoje soam ingênuas e que beiram o circense.
Foi de fato em um Circo onde os irmãos Lumière exibiram a primeira imagem em película, que era a de um trem chegando a estação, em 1895. A invenção da câmera de filmagem parecia sem futuro naqueles dias, e eles não quiseram vendê-la quando Méliés, impressionado com as possibilidades que se abriam para o mundo da mágica, quis comprar o equipamento deles.
Vendo a exposição você pode entender o que aconteceu a Méliés e sua trajetória até um momento decadente onde suas técnicas já não entretiam mais o público, que queria algo além de sua linguagem naïf.
E, pensando nestes tempos de desespero em voltar ao que já perdemos, em voltar a ter emoções de verdade, em tempos de ser blasé, de ser hipster e achar que tudo "já perdeu a graça", eu chorei muito, chorei aos baldes, vendo o filme do Hugo e a história deste homem que foi execrado por ser apaixonado pela magia.
E eu pensei que muito antes da minha geração, muito antes da geração dos meus avós, as pessoas sempre fizeram cara feia pro que já foi, pro que já passou, pro que já se perdeu.
Nostalgia sempre existiu e sempre vai existir, mas há algo que é muito valioso e que as pessoas perdem a cada dia: a permissão de se emocionar.
É nesse momento saudoso e naïf que eu peço ao mundo que volte a ser ilusionista.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
impossible conversations
Quando uma conversa impossível entre dois mitos se torna real no olhar da História da moda.
Essa é a jogada de mestre da exposição Schiaparelli and Prada - Impossible Conversations que acontece no Metropolitan Museum de NY.
Através de uma conversa filmada, editada e interpretada pela atriz Judy Davis, como uma Schiaparelli altiva, imortal e Sra. Miuccia Prada sendo ela mesma, você consegue entender um pouco da origem das inquietações e o processo criativo de duas italianas que foram divisoras de água em suas profissões.
Na entrada da exposição eu já pude ver o telão com o vídeo, as duas sentadas em uma mesa negra e enorme, cada uma na ponta. É um clima meio surrealista porque dá para perceber que as duas não conversam entre si, mas consigo mesmas naquela mesa. A exposição toda é meio escura, exceto pela parte final que fala justamente do surrealismo e o lúdico revelado nas peças das duas (um contraponto muito legal).
Schiaparelli foi uma estilista do Glamour Days pré segunda guerra que via a moda não apenas como uma linguagem cultural evolutiva, mas também como arte, e nela se fazia traduzir sua vontade quase obsessiva em questionar os padrões da época. Começou cedo, e, já chocando a sociedade italiana ultra-conservadora do seu tempo, escrevia romances eróticos e tinha nas roupas os devaneios em forma sólida e impecável. Foi muito interessante visitar essa exposição pois eu estava lendo um livro de história da moda e a parte do Glamour Days e logo depois, a da moda na 2a Guerra, fala muito da Schiaparelli e de como ela orquestrou muitas mudanças no conceito de elegância da época.
Prada é um nome atual mas igualmente imortal. Eu entendi na conversa das duas (aqui embaixo), que trabalharam em sentidos opostos em suas carreiras, desde o sentido que elas viam em suas criações (Schiaparelli via arte, e Prada via trabalho, trabalho, ofício). Enquanto a primeira queria exaltar a parte de cima da mulher, o colo, o pescoço, o busto em criações luxuosas, Prada viu muito mais potencial criativo na parte de baixo, em saias estruturadas, arquitetônicas, e sapatos que quebraram a barreira do clássico. Eram telas de pintura, eram pedras esculpidas...(Suspiros da Clara) :)
Puxa vida, queria voltar a exposição, mas acabou semana passada :(
Estava bastante cheio o salão, tive que ter paciência com o povo pisando no pé, e com um bom poder de concentração consegui entrar no clima. Tomara que venha pelo menos a SP.
Por enquanto, dá uma olhada na conversa impossível aí:
Essa é a jogada de mestre da exposição Schiaparelli and Prada - Impossible Conversations que acontece no Metropolitan Museum de NY.
Através de uma conversa filmada, editada e interpretada pela atriz Judy Davis, como uma Schiaparelli altiva, imortal e Sra. Miuccia Prada sendo ela mesma, você consegue entender um pouco da origem das inquietações e o processo criativo de duas italianas que foram divisoras de água em suas profissões.
Na entrada da exposição eu já pude ver o telão com o vídeo, as duas sentadas em uma mesa negra e enorme, cada uma na ponta. É um clima meio surrealista porque dá para perceber que as duas não conversam entre si, mas consigo mesmas naquela mesa. A exposição toda é meio escura, exceto pela parte final que fala justamente do surrealismo e o lúdico revelado nas peças das duas (um contraponto muito legal).
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| O casaco de Schiaparelli, a saia de Prada. A luz e a estrutura. |
Schiaparelli foi uma estilista do Glamour Days pré segunda guerra que via a moda não apenas como uma linguagem cultural evolutiva, mas também como arte, e nela se fazia traduzir sua vontade quase obsessiva em questionar os padrões da época. Começou cedo, e, já chocando a sociedade italiana ultra-conservadora do seu tempo, escrevia romances eróticos e tinha nas roupas os devaneios em forma sólida e impecável. Foi muito interessante visitar essa exposição pois eu estava lendo um livro de história da moda e a parte do Glamour Days e logo depois, a da moda na 2a Guerra, fala muito da Schiaparelli e de como ela orquestrou muitas mudanças no conceito de elegância da época.
Prada é um nome atual mas igualmente imortal. Eu entendi na conversa das duas (aqui embaixo), que trabalharam em sentidos opostos em suas carreiras, desde o sentido que elas viam em suas criações (Schiaparelli via arte, e Prada via trabalho, trabalho, ofício). Enquanto a primeira queria exaltar a parte de cima da mulher, o colo, o pescoço, o busto em criações luxuosas, Prada viu muito mais potencial criativo na parte de baixo, em saias estruturadas, arquitetônicas, e sapatos que quebraram a barreira do clássico. Eram telas de pintura, eram pedras esculpidas...(Suspiros da Clara) :)
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| Naif chic - algo em comum entre as duas |
Puxa vida, queria voltar a exposição, mas acabou semana passada :(
Estava bastante cheio o salão, tive que ter paciência com o povo pisando no pé, e com um bom poder de concentração consegui entrar no clima. Tomara que venha pelo menos a SP.
Por enquanto, dá uma olhada na conversa impossível aí:
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Meu avocado de cada dia
Sim, está bastante quente no verão de NY. Tudo bem que não chega ao nível 3.0 na escala Cuiabá (onde o 10 é o Cuiabá Absoluto), mas dá pra suar muito.
O problema todo é que o calor vem de todos os lados - de cima, de baixo, esquerda, direita, vem da alma. Uma coisa tremenda.
Parte da energia da cidade é processada embaixo da terra, e não podemos esquecer que o asfalto abundante esquenta como uma lareira. Além é claro do calor que vem dos Ares Condicionados, que, por dentro do ambiente são salvadores da pátria, mas por fora, soltam um vapor dos capetas.
O povo fica estirado no Parque, feliz da vida em descongelar que nem um peru de Natal prestes a cumprir seu papel na vida (que tristeza essa piada). É mais ou menos assim:
O pessoal vai pra rua, quer apreciar a temperatura de 35 celsius, quer tomar uma jarra de Sangria (spotted) e degustar sua guacamole (spotted tipo mil vezes).
É isso, o frenesi está todo em cima do abacate. Não é pra menos, é muito gostoso mesmo. Apesar de ter um elevado índice de gordura (chata...), são gorduras do bem e está cheio de vitaminas para elevar o moral da galera que enfrenta aquele metrô dos infernos (eeerrr...só uma sauna de manhã, nada demais).
O nosso amigo avocado é servido em todas as receitas possíveis e imagináveis, desde sandubas ou saladas e até na refeição PF padrão que me segura na falta de sustança: arroz, feijão, carnitas (porco) e que? Guacamole! É bom demais, gente.
Fora que o abacate é a comidinha favorita dos hipsters, então quem quiser dicas de descolamento cool & moderninho, pode começar a cortar a fruta (ou legume?) no meio da praça e mandar ver, só temperado no salzinho mesmo. É o lanchinho da galera, então vê aí se compra um bem maduro pra não pagar mico tentando abrir.
Aproveite esse momento pré almoço para pensar no quanto o abacate pode beneficiar suas receitas, e por favor, nada de pensar que ele deveria ser servido doce, ok? Nada mais gostoso que a iguaria verde sendo servida como salada: apenas um limão, sal e pimenta para deixar sua vida melhor. Sério.
O problema todo é que o calor vem de todos os lados - de cima, de baixo, esquerda, direita, vem da alma. Uma coisa tremenda.
Parte da energia da cidade é processada embaixo da terra, e não podemos esquecer que o asfalto abundante esquenta como uma lareira. Além é claro do calor que vem dos Ares Condicionados, que, por dentro do ambiente são salvadores da pátria, mas por fora, soltam um vapor dos capetas.
O povo fica estirado no Parque, feliz da vida em descongelar que nem um peru de Natal prestes a cumprir seu papel na vida (que tristeza essa piada). É mais ou menos assim:
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| Ok, torrando em grande estilo, diga-se de passagem |
É isso, o frenesi está todo em cima do abacate. Não é pra menos, é muito gostoso mesmo. Apesar de ter um elevado índice de gordura (chata...), são gorduras do bem e está cheio de vitaminas para elevar o moral da galera que enfrenta aquele metrô dos infernos (eeerrr...só uma sauna de manhã, nada demais).
O nosso amigo avocado é servido em todas as receitas possíveis e imagináveis, desde sandubas ou saladas e até na refeição PF padrão que me segura na falta de sustança: arroz, feijão, carnitas (porco) e que? Guacamole! É bom demais, gente.
![]() |
| Onde o abacate é mais feliz |
![]() |
| danielmichael é o dono da foto, hipster e comedor de abacate... |
![]() |
| Coloca abacate no seu queijo quente e seja feliz |
Esse post NÃO foi patrocinado pela indústria mexicana exportadora mas bem que poderia ter sido.
E aí, vai provar?
terça-feira, 24 de maio de 2011
wide leg trouser

A calça ampla, de preferência com cintura alta, vai ferver nessa temporada por aqui.
Eu curto demais...Mas não apetece geralmente às muito baixinhas, porque pode achatar totalmente. Se for usar mesmo assim, e não passa dos 1,65, manda ver no salto, gata.
Outro lance interessante é a saia comprida e ampla, de cintura alta também. Fica um estilo chic intelectual bem gracinha.

E você, curtiu?
Imagens: Refinery 29
sexta-feira, 13 de maio de 2011
deixa eu te mostrar o que salva a minha vida
Todos os dias.

Caffeine Eye Roll On, da Garnier
Esses rolls on para corrigir olheiras e inchaço são bons demais.
1) Porque é muito mais fácil passar o corretivo com o roll on, que dosa perfeitamente e não te deixa com cara de panda invertido.
2) Porque tem uns ingredientes (como a cafeína) que agem contra estes sintomas, então não apenas corrige mas previne.
Pena que no Brasil não vende, e quando vende (no Mercado Livre por exemplo) custa R$ 65. Bizarro isso. Quando deveria custar no máximo R$ 20.
É por isso que eu estou aqui, na humildade, sorteando um para vocês!
Para participar, é só seguir o @eutambemsouhype e comentar aqui dizendo seu nome de Twitter e que está devidamente participante! =)
Beijos e até o sorteio (aviso aqui quando vai ser!)

Caffeine Eye Roll On, da Garnier
Esses rolls on para corrigir olheiras e inchaço são bons demais.
1) Porque é muito mais fácil passar o corretivo com o roll on, que dosa perfeitamente e não te deixa com cara de panda invertido.
2) Porque tem uns ingredientes (como a cafeína) que agem contra estes sintomas, então não apenas corrige mas previne.
Pena que no Brasil não vende, e quando vende (no Mercado Livre por exemplo) custa R$ 65. Bizarro isso. Quando deveria custar no máximo R$ 20.
É por isso que eu estou aqui, na humildade, sorteando um para vocês!
Para participar, é só seguir o @eutambemsouhype e comentar aqui dizendo seu nome de Twitter e que está devidamente participante! =)
Beijos e até o sorteio (aviso aqui quando vai ser!)
quarta-feira, 11 de maio de 2011
para quem pensa que eu estava na pior...
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