Existe uma diferença entre moda e estilo, já dizia Edna Chase, a imortal que transformou a Vogue no mito que é atualmente.
Estilo não se compra, moda sim.
Avaliar quem você é atualmente, quais são as suas cores, suas nuances e suas influências é um caminho essencial para a auto confiança. Algumas vantagens de pensar no seu estilo e como você se identifica:
- Você passa a ser mais consistente com o que pensa e como age
- Demograficamente, você se situa como cidadã e tem um papel mais claro
- Você consegue falar melhor com o público alvo que define, em diversas situações
- Economia: você toma decisões de compra mais sensatas quando é fiel a seu estilo
- Sua herança genética é respeitada - em outras palavras, você se sente mais confortável com seu próprio corpo
- Você pode planejar melhor qualquer mudança de estilo de vida que queira fazer
Estilo é algo que você desenvolve a partir do momento em que se inicia o contato com o mundo externo. Começa, como sabemos bem, dentro de casa. Não há estilo certo ou errado nos dias de hoje. Mas o bom senso indica que o respeito ao próximo é sempre a melhor escolha, assim que definimos onde queremos estar e com quem queremos lidar. Isso inclui sua aparência.
Quando falamos de aparência - roupas, maquiagens, acessórios e linguagem corporal - sabemos que cada pessoa tem uma maneira única de aparecer ao mundo. Há diversas influências, como geração, religião (ou a falta de uma), idade, tradições, que diferenciam as pessoas. São também decisivos os valores de uma pessoa. A estrategista de imagem Nancy Plummer fez uma análise interessante, bem geral, de como você pode associar valores a escolhas de roupas. Veja abaixo (Clique na imagem para vê-la melhor):
Conhecer a si mesma é o início para um estilo pessoal mais definido, e assim, mais confiante. Muitas pessoas não se encaixam em apenas 1 valor predominante, ou estilo predominante. Na vida real, somos uma mistura de influências.
Diretamente relacionada a aparência, também existe esta (super ampla) grade de estilo pessoal. Clique na imagem abaixo para vê-la melhor.
Como identificar meu grupo de estilo predominante e quais são aqueles que também fazem parte da minha vida? Em que grupo de estilo eu nunca me encaixaria? Com que grupo eu me relaciono melhor? Comece a pensar:
- Como são seus hábitos de vida pessoal e de trabalho? Como eles se relacionam?
- Como você se sente mais confortável?
- Que recursos eu tenho para apoiar meu estilo?
Se quiser falar mais sobre isso, está convidada! No twitter, fale comigo (@mplanel) e no Facebook, www.facebook.com/EuTambemSouHype.
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domingo, 2 de junho de 2013
the brand called you
Uma das razões pelas quais eu comecei a estudar Personal Branding e Consultoria de Imagem foi por que eu queria saber do assunto para poder tirar minhas próprias conclusões.
Eu sempre fui desconfiada de verdades prontas, e fui atrás de mais informação para poder filtrar tudo aquilo e tentar aplicar na minha própria vida o que eu achasse pertinente. Ainda estou neste processo.
Na New York University eu conheci a Professor Stacy Robin (@stacyrobin no Twitter), que começava as aulas quebrando "verdades" de livros de uma maneira impressionante. Primeiro, ela detonou o conceito de papo de elevador. Aqui eles chamam de "elevator speech", que é um mini discurso sobre o que é e o que você faz, que dura 30 segundos. É tipo um spot de rádio sobre você.
Com o Twitter e onda da comunicação instantânea, muita gente acabou adotando as "frases de efeito", que na verdade só poluem o rio já cheio de gente querendo nadar. A verdade, segundo ela, é que salvas as situações onde você realmente está fazendo a diferença e mostrando seu valor, e mais importante, sendo você mesma, as pessoas geralmente não se importam. O discurso treinado é um discurso vazio no ouvido das pessoas. Seja você mesma.
Há exceções, mas vamos considerar que todo mundo está cuidando de suas próprias vidas nesse momento. E o que você tem a ver com a vida destas pessoas? É simples.
Personal branding, ou auto conhecimento associado a estratégia de comunicação, é algo que ajuda a muita gente a mover-se na cadeia de atenções. A atenção do chefe, do entrevistador, do político, dos amigos e da sociedade.
Auto conhecimento é essencial nessa hora. Muitas pessoas pedem ajuda a profissionais para isso: psicanalistas, psicólogos, estrategistas, astrólogos. No trabalho de personal branding, o que fazemos é literalmente uma análise de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (soa familiar?) para as pessoas. Mas antes disso, o que você precisa pensar:
- Onde você está agora?
- Onde quer chegar?
- Quem te inspira? Por que?
- Em um futuro próximo, com que palavras você gostaria que as pessoas te descrevessem?
Faça esse exercício para começar. E se quiser falar mais sobre isso, fique a vontade para enviar uma mensagem pelo Twitter (@mplanel) e www.facebook.com/EuTambemSouHype
Até mais!
domingo, 26 de maio de 2013
QUAL É A SUA MARCA?
Acredite ou não, mas você é uma marca.
Apple, Coca Cola, Zara, Ford, L'Oréal, Beatriz de Azevedo e Silva, Silvia Regina da Silva, Maria Clara Planel. Marcas.
Talvez você já saiba disso desde pequenina, e aprendeu desde cedo a tomar as rédeas de sua imagem e aproveitar o melhor que isso pode proporcionar, mas na realidade, a maioria das mortais nem sequer pensou neste assunto. Pessoas como eu e você, em algum momento da vida, se depararam com a conclusão de que a sua própria imagem foi criada por outras pessoas, e não por nós mesmas.
Isso se chama marca pessoal passiva. O nome é horrível, e o conceito também é um pouco assustador. Basicamente, as pessoas próximas (familiares, amigos, colegas de trabalho) tiram suas próprias conclusões sobre a sua imagem, onde quer chegar, como pensa, simplesmente porque lhe conhecem. Mas sejamos honestas, as pessoas que não te conhecem também já criaram uma marca para você. Elas tomaram uma decisão sobre o que você é simplesmente pelo que aparenta ser. Cruel? Não, apenas humano. Não há duas chances para se fazer uma primeira impressão, como dizia minha avó.
Inclua nesse grupo dos desconhecidos aquele entrevistador da vaga de emprego que você acha a sua cara. Quem nunca recebeu um email da piedade (eu! eu!) dizendo que apesar de incríveis qualificações, aquela vaga não tinha o seu perfil. Marca. E por que aquela promoção saiu pra todo mundo, menos pra você, quando a melhor performance do grupo foi a sua? Marca. Não é destino.
As pessoas escolhem inúmeras marcas para você. Em apenas 3 segundos, você pode ser Expansiva, Confiante, Deslocada, Criativa, Quieta, Recalcada, Dependente, Líder, Ovelha.
Manejar sua própria identidade da maneira como deseja é um direito seu, e entender como você se diferencia e como se projeta é um dever de casa. O sucesso requer auto conhecimento e planejamento. A geração em que nasci, salvas exceções, ainda tem muita dificuldade de projetar uma imagem com firmeza porque isso pode parecer pretensão. Mas há uma linha gorda que separa a pretensão do auto-conhecimento.
Ser mais confiante não é crime. Imagine a sua vó, ou mãe, falando "minha filha, você não é melhor que os outros". Elas tinham razão. Não somos melhores que os outros em tudo. Mas tudo aquilo em que você é melhor precisa aparecer.
Referências:
You are a Brand - Catherine Kaputa, 2012
Purple Cow - Seth Godin, 2003
Your personal Style - Nancy Plummer, 2009
...E muitos mais. Vamos continuar falando disso!
terça-feira, 30 de março de 2010
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